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Os 10 modismos de novela que fizeram mais sucesso

9 de junho de 2010, 17:10 2 comentários

Dancing Days: O ano era 1978 e a disco music se estabelecia como gênero musical do momento. Na discoteca fictícia Frenetic Dancing Days, o legal era dançar com sandália de salto alto, usada com meias coloridas de lurex. O sucesso do look foi tão grande que o assunto foi parar na famosa revista americana Newsweek, que abordou a influência da novela sobre os hábitos de consumo dos brasileiros.

Água Viva: Sandra (Glória Pires) inaugurava na novela de 1980 o que viria a ser uma moda típica dessa década: o brinco de um lado só.

Roque Santeiro: das músicas aos bordões, tudo era marcante nessa novela de 1985, feita de tipos caricatos como a exagerada viúva Porcina. Seu visual levava muito pano e estampa, maquiagem forte e, principalmente, enfeites de cabeça, como turbantes e faixas. Esta última ganhou versão de tricô e era vendida em camelôs.

Vale Tudo: por causa da profissão, de editora de moda, a personagem Solange, vivida por Lídia Brondi, precisava se destacar na caracterização. Tarefa cumprida com simplicidade: o cabelo ganhou uma franja e a cor avermelhada – tudo devidamente imitadíssimo nos salões de beleza nacionais. Junto com os palitos para prender coques, o look definia o ar dos tempos de 1988, ano em que a trama foi veiculada.

Vamp: a pacata e fictícia Armação dos Anjos, RJ, ficou infestada de vampiros em 1991. A mais famosa deles era a cantora Natasha, interpretada por Claudia Ohana. Seu visual roqueiro-vampiresco agradou aos adolescentes, que imediatamente adotaram a maquiagem carregada, com direito a batom cor de vinho, os colares de crucifixo ou caveira, o esmalte bem escuro e muito, muito preto.

Quatro por Quatro: Letícia Spiller estourou nessa novela, de 1994. Sua Babalu era carismática e despachada, mas imbatível mesmo era a caracterização dessa manicure carioca suburbana. A receita: tops que deixavam barriga e ombros à mostra, usados com micro-saias ou micro-shorts e margarida artificial nos cabelos – esta, febre de camelô (no detalhe).

Celebridade: a Darlene de Deborah Secco também era uma manicure carioca suburbana. Cômica, sua atuação ganhou mais graça com as famosas micro-saias jeans pregueadas, que foram parar nas vitrines das lojas de roupa.

Belíssima: de algodão ou malha, coloridos, estampados ou bordados, os vestidos longos, geralmente de alcinha, eram a peça-chave de Vitória – e pareciam mesmo perfeitos para dar o ar de mocinha à personagem de Cláudia Abreu. Eles foram adotados em massa pelas brasileiras no verão 2005/2006, que vestiam a roupa com sandálias rasteiras.

Caminho das Índias: dá-lhe kajal, delineador, lápis de olho e rímel para marcar os olhos. E haja camelô para comportar a venda de bindis (símbolo do terceiro olho), pulseiras de metal multicoloridas e brincos enormes. A culpa é da indiana Maya, vivida por Juliana Paes na trama de 2009. Batas, cores fortes e até sáris, a veste típica da Índia, entraram subitamente na moda por causa desta novela.

Viver a Vida: mais uma saia curta se tornou mania por causa de novela. A míni ultra-justa e de cintura alta, usada pela Renatinha de Bárbara Paz, é uma moda de passarela, lançada na década de 1990 por Hervé Léger. Ele é o criador das roupas-bandagem, feitas de faixas elásticas que modelam o corpo. Retomada em 2009, essa moda só foi parar nas ruas, mesmo, em 2010, depois que a personagem, uma modelo, legitimou seu uso.

Fonte: Veja

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Já leu um livro pensando no figurino?

16 de abril de 2010, 17:28 Ainda sem comentários

Criação de Amaya Arzuaga

Criações de Roberto Torrentta e Miklós Pazicski

Leitores vorazes certamente já se imaginaram dentro das cenas descritas no livro. Agora imagine poder ver as roupas dos personagens como se elas existissem de verdade. É esta a proposta de uma exposição que chega hoje a Madri: unir a moda e literatura.

A mostra 20 Trajes para Europa: Diálogo Entre Moda e Literatura, na sede do Instituto Cervantes, exibe criações inspiradas em textos de escritores espanhóis, hispano-americanos, belgas e húngaros.

Modesto Lomba, presidente da Associação de Criadores de Moda da Espanha, evoca as mariposas amarelas que aparecem em uma passagem de Cem Anos de Solidão, do colombiano Gabriel García Márquez, com um vestido amarelo forte com volumes geométricos, característica bastante presente na marca Devota & Lomba.

O também espanhol Jesús del Pozo foi encarregado de vestir, com um modelo plissado, Os Anos com Laura Díaz, do mexicano Carlos Fuentes. O jovem David Delfin teve de lidar com poemas de Antonio Gamoneda. Já Miguel Palácio ficou com Carmen Martín Gaite, uma das novelistas mais elogiadas da Espanha do século 20.

A seleção dos escritores de língua espanhola primou por autores vencedores dos maiores prêmios das letras hispânicas, com uma homenagem especial ao vencedor do Nobel Gabriel García Márquez.

A exposição já passou por Bruxelas e Budapeste, e permanece em Madri até o dia 23 de maio. (Efe)

Fonte: Estadão

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