A seguir, postagens que possuem a etiqueta: ‘criações’

As criações que mudaram o rumo da moda

10 de junho de 2010, 13:34 Ainda sem comentários

Logo no início dos anos 1900, causou espanto a modelagem solta do estilista francês Paul Poiret. Com seus vestidos drapeados, ou tipo casulo, ele fez história ao libertar as mulheres dos espartilhos, a que estavam presas há séculos.

new look, criado em 1947 pelo francês Christian Dior, é um dos símbolos do pós-guerra. Uma saia com generosa quantidade de tecido acompanha um casaqueto bem acinturado. A mensagem era: chega de uniformes e racionamento; viva a feminilidade.

Em fotos de 1957, chamou a atenção a bolsa Hermès que Grace Kelly postava insistentemente em frente ao corpo. Era apenas uma maneira de esconder a gravidez dos paparazzi. Da barriga ninguém falou, mas a bolsa ganhou nome (Kelly) e inaugurou a moda das it-bags – as bolsas que têm nome próprio e preço astronômico.

Em 1966, Yves Saint Laurent colocou na passarela um costume feito para elas, que ganhou o nome de “le smoking”. Mulheres não se vestiam como homens naquela época. Mas, a dupla paletó + calça passou a ser chamada de “terninho” e virou uniforme de secretárias a executivas.

As mulheres iam à praia vestidas com conservadoras roupas de banho. Até que, em 1946, Louis Réard apresentou ao mundo o ousado biquíni – o nome vem do atol de Bikini, no Pacífico, onde se faziam testes com bombas nucleares. Tornou-se unanimidade entre as mulheres que desejavam se bronzear ao sol e, a cada temporada, dita a moda nas praias.

Mary Quant encurtou a saia, incorporou o prefixo “mini” e popularizou a peça. A minissaia marcou a década de 1960 e era vista como uma maneira de desafiar os costumes da época. Nunca se havia mostrado tanta perna!

Roupa preta era usada para dias de luto – e só de luto. Na década de 1920, mademoiselle Chanel teve a coragem de propor que se usasse, também, para celebrar. A ideia chegou a causar certo desconforto, mas por pouco tempo. Hoje, a possibilidade de usar qualquer combinação da cor nas mais variadas ocasiões fez surgir o “pretinho básico” – peça essencial em todos os guarda-roupas.

O primeiro jeans azul, com bolsos reforçados por rebites de metal, apareceu em 1873, pelas mãos de Levi Strauss, o criador da Levi’s. A calça, inicialmente reservada ao uso de trabalhadores rurais, tornou-se popular nos anos 1960, principalmente entre os adolescentes. Hoje, é uma das peças mais democráticas do mundo: além de combinar com pessoas de todas as idades, permite infindáveis combinações.

Nos anos 1970, os tecidos começaram a ser confeccionados com fios de elastano – fibra conhecida como lycra, com mais elasticidade (daí o nome). Vestir-se ficou, ao mesmo tempo, mais confortável e mais sexy. Como resultado, surgiram uma infinidade de modelos, como leggings, vestidos bandagem e os jeans tipo skinny que, entra estação sai estação, seguem cada vez mais na moda.

As sandálias de borracha da Havaianas eram chinelos baratos; as Melissas eram divertidos sapatos de plástico para crianças. A partir da década de 1990, o perfil desses consumidores mudou, e os modelos ganharam status de item de design, inclusive no exterior – onde são vendidos quase a peso de ouro.

Fonte: Veja


Post to Twitter Tweet para o seu Twitter!