Moda e cinema: “Embalos de Sábado a Noite”

Criei uma nova categoria no blog: Moda e Cinema. Para quem sempre repara nos figurinos nos filmes, ou para quem não repara, mas a partir desse posts passará a reparar.

Por ser um registro de imagens valioso, o filme pode ser visto como uma das principais fontes de pesquisa de moda. De início, o figurino não tinha muita relevância, mas a partir do momento em que os filmes passaram a ser melhor produzidos o figurino passou a ter grande importância tanto como acervo histórico quanto para dar realismo aos personagens.

Começarei com o filme “Embalos de Sábado a Noite” (“Saturday Night Fever”), por ser um filme bem conhecido e ter um figurino bem marcante.

O filme é de 1977 e tem como protagonista o ícone da juventude da época, o talentoso John Travolta. “Embalos de Sábado a Noite” foi mais que um filme, pois definiu a música (como “You should be dancing”, dos Bee Gees) e a moda de uma geração.

No início dos anos setenta, a moda era sapato plataforma e calça boca-de-sino. Todo o figurino foi comprado em lojas da moda, para justamente mostrar o que as pessoas usavam nas ruas e nas discos.

No início dos anos setenta, os moradores das grandes cidades estavam dançando para esquecer seus problemas. Tudo o que queriam era dançar, se arrumar com o cabelo e a roupa da moda, beber e se exibir nas pistas de dança.

Após o lançamento, o estilo underground das discos inferno começou a se expandir; todos queriam copiar o estilo de Tony Manero, o seu cabelo, suas roupas (seu famoso terno branco). As pessoas queriam fazer parte do glamouroso mundo das discos, aparecer, dançar. Milhares de clones de Tony Manero eram vistos reguralmente na famosa casa noturna Studio 54.

John Travolta deu o melhor de si, criando um personagem complexo que o consagrou como uma lenda do cinema.

É um dos casos raros onde o figurino datado, típico dos anos 70, se tornou até uma marca registrada. Imitado em todo o mundo, com seus ternos de poliéster, foi também o filme que lançou a moda da discoteca.

Ficha Técnica

Direção: John Badham
Roteiro: Norman Wexler e Nik Cohn (história)
Figurino: Patrizia von Brandestein