Economia do luxo brasileira

Uma reportagem da revista Época diz que a economia de luxo no Brasil está em alta, reproduzindo o que aconteceu com as marcas Gucci, Louis Vuitton e Armani nos anos 80, que foram “engolidas” pelo grupo LVMH, dono de mais de 50 marcas de luxo, entre elas Dior e Fendi, de Bernard Arnault.

Rival da LVMH, o grupo PPR, dirigido por François-Henri Pinault cuida das marcas Gucci e Balenciaga.

Mas por que banqueiros brasileiros querem entrar nesse mercado que mal conhecem? Principalmente por três motivos: economia frágil no setor, abundância de capital no mercado financeiro e percepção de elevado ganho, pela boa gestão das marcas e pela abertura de capital na Bolsa de Valores (IPOs).

Ao analisar a indústria de moda, o mercado financeiro percebeu um setor com margens boas: um quilo de algodão é exportado por  US$2,80. Transformando em bíquini o mesmo quilo sai por US$ 80. Se o modelo for da marca Rosa Chá (da Marisol), que pesa pouco mais de 100g, chega a ser vendido por US$250.

Em 2006 a Zoomp foi comprada por Conrado Will e Enzo Monzani pelo valor da dívida, e dando início ao grupo de marcas I’M (Identidade Moda), que comprou a Cúmplice, marcas de Fause  Haten e Alexandre Herchcovitch, além de assumir a gestão da Clube Chocolate, controlada pelo grupo português Riopele.

por Ariana Dêgelo

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